
O Brasil já provou que sabe produzir combustíveis verdes em escala. O etanol, desenvolvido desde a década de 1970 com o Proálcool, abriu caminho para uma matriz energética única no mundo. Hoje, porém, a corrida pelos combustíveis verdes no Brasil avança para novas fronteiras: biometano, combustível sustentável de aviação e hidrogênio verde. Para empresas, indústrias e transportadoras, entender esse movimento é essencial para se posicionar na transição energética que já está em curso.
Brasil sai na frente na corrida pelos combustíveis verdes
Enquanto Estados Unidos e Europa ainda debatem tecnologias caras e distantes de sair do papel, o Brasil já opera com combustíveis renováveis há décadas. A gasolina brasileira tem uma mistura de quase 30% de etanol, e o diesel já conta com 15% de biodiesel.
Além disso, o país conta com uma rede robusta de pesquisa para sustentar esse avanço. Conforme destaca Felipe Alvarez, diretor da Ubrabio, instituições como Embrapa, USP, Unicamp, UFRJ e UnB acumulam anos de expertise sobre os mais diversos aspectos da cadeia de biocombustíveis. Portanto, a base científica para avançar já existe.
De acordo com o especialista, o combustível renovável brasileiro, dependendo da forma de produção, emite mais de 60% menos gases de efeito estufa do que o petróleo. Consequentemente, o país tem um diferencial competitivo real frente às demais nações.
Biometano: o lixo que virou ativo energético
Uma das frentes mais promissoras dos combustíveis verdes no Brasil é o biometano. Produzido a partir da captura e purificação do biogás liberado pela decomposição de resíduos orgânicos, ele tem no Brasil um insumo abundante: o lixo urbano e os resíduos do agronegócio.
Os números mostram a dimensão da oportunidade. Conforme dados do setor, a produção nacional de biometano quase triplicou entre 2020 e 2025 e deve crescer mais de 50% entre 2026 e 2028. Além disso, a ABiogás projeta que o país pode alcançar 7 milhões de m³ por dia até 2030, em um mercado com potencial para atrair R$ 348 bilhões em investimentos e gerar cerca de 798 mil empregos.
Contudo, o maior obstáculo não é tecnológico. Segundo especialistas, o Brasil ainda convive com cerca de 3 mil lixões ativos, onde o metano — gás com potencial de aquecimento global cerca de 28 vezes maior que o CO₂ — é simplesmente liberado na atmosfera sem qualquer aproveitamento. Portanto, resolver essa questão representa tanto um ganho ambiental quanto uma oportunidade econômica concreta.
Petrobras entra no mercado de biocombustíveis
Outro movimento importante na corrida pelos combustíveis verdes no Brasil vem da maior petroleira do país. A Petrobras opera hoje duas usinas de biodiesel, em Montes Claros (MG) e Candeias (BA), com produção anual de 250 mil e 300 mil toneladas respectivamente, e estuda reativar uma terceira unidade hibernada em Quixadá (CE) desde 2016.
Além disso, a estatal já deu um passo concreto no mercado de combustível sustentável de aviação. Em junho de 2026, a Petrobras concluiu a produção e comercialização de 3,8 mil m³ de combustível sustentável de aviação a partir de óleo de soja, obtido por coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias. Trata-se, portanto, do primeiro SAF de soja do mundo com certificação ambiental que atesta a origem da matéria-prima.
Ainda nesse contexto, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou US$ 1,2 bilhão para o projeto RPBC Biorrefino, sua primeira fábrica dedicada aos combustíveis renováveis, com capacidade de até 15 mil barris por dia e operação prevista para 2030.
Hidrogênio verde conecta todas as frentes
Se há um elemento comum entre biometano, SAF e a próxima geração de combustíveis verdes no Brasil, esse elemento é o hidrogênio verde. Conforme explica Alvarez, todo combustível é formado por carbono, e sem hidrogênio não se forma a molécula. Portanto, se esse hidrogênio não vier de fontes renováveis, o combustível final pode ter desempenho ambiental pior do que um derivado de petróleo.
Nessa direção, a Petrobras lançou, em parceria com a Finep, um edital de R$ 150 milhões para apoiar o desenvolvimento de tecnologia que usa eletricidade para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono. Dessa forma, o país começa a construir a base industrial necessária para essa próxima etapa.

O que isso significa para quem depende de diesel hoje
Enquanto os combustíveis verdes no Brasil avançam gradualmente, o diesel ainda é o principal combustível de frotas, geradores, máquinas agrícolas e equipamentos industriais. Portanto, as mudanças que vêm pela frente — como o aumento do teor de biodiesel no diesel — exigem atenção das empresas que dependem desse insumo no dia a dia.
Veja os principais pontos de atenção para gestores de frota e operações industriais:
- Teores crescentes de biodiesel exigem maior cuidado com armazenamento e qualidade do combustível.
- Contaminação por água aumenta com misturas mais altas de biodiesel, reforçando a necessidade de limpeza periódica de tanques.
- Fornecedores regulares e autorizados tornam-se ainda mais estratégicos em um cenário de mudanças constantes nas normas da ANP.
- Planejamento de abastecimento evita desabastecimento durante períodos de transição regulatória.
Carboroil: pronta para a transição dos combustíveis verdes
Há mais de 55 anos no setor de TRR, a Carboroil acompanha cada evolução do mercado de combustíveis no Brasil. Dessa forma, sua empresa conta com um fornecedor preparado para a transição dos combustíveis verdes no Brasil, com diesel de qualidade garantida, limpeza de tanques, atendimento 24h e frota especializada para entregas em qualquer localidade.
Para garantir o desempenho ideal do seu diesel, é essencial contar com uma empresa especializada e verdadeiramente confiável. Sendo assim, entre em contato com a Carboroil e solicite uma avaliação gratuita do seu sistema de abastecimento. Aproveite essa oportunidade e acesse agora www.carboroil.com.br para falar com quem realmente entende de diesel.
Fonte: Exame – https://exame.com/esg/etanol-foi-so-o-comeco-a-corrida-do-brasil-pelos-combustiveis-verdes/






